Saber tudo sobre Bitcoin é uma tarefa complicada, não é verdade? Diariamente, casos muito curiosos são descobertos em várias partes do mundo entre os usuários: de pessoas que ficaram milionárias sem saber, passando por questões de segurança, até especificações técnicas da criptomoeda, sempre há algo novo a aprender nesse ambiente.

Por isso, pesquisamos sobre 8 fatos intrigantes a respeito de tudo que acontece no universo do dinheiro digital que nos ensinam lições importantíssimas sobre essa tecnologia. Duvida? Confira agora mesmo!

1. O comércio de bitcoins é superior ao de ouro no Brasil

Durante o período que antecedeu o halving — o evento quadrienal que reduz a recompensa pela mineração de blocos da rede —, o valor de bitcoins negociados nas exchanges brasileiras foi superior ao do ouro na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).

Segundo dados do site BitValor, até junho de 2016, o volume comercializado de bitcoins, em reais, foi de R$ 164.259.807, superando em mais de R$ 10 milhões os lotes de ouro comercializados pelas agências da BM&F, que totalizaram R$ 153 milhões.

2. Todos os bitcoins do mundo não compram 2% da Apple

Muito se fala sobre o potencial de disrupção do bitcoin e o quanto ele poderia ameaçar a existência de bancos, empresas de pagamentos, cartórios e outros players. Entretanto, se comparado a indústrias diversas, a capitalização total do bitcoin não se equipara a de centenas de empresas de capital aberto no mundo todo.

Comparado com a gigante tecnológica Apple Co. — oitava maior empresa do mundo, segundo a Forbes —, apenas seu Market Cap de US$ 586 bilhões já supera o bitcoin em mais de 60 vezes.

Logo, se o Bitcoin fosse uma empresa nos mesmos termos, certamente ficaria em um grupo muito inferior a grandes bancos, empresas de tecnologia, automóveis, seguros, telecomunicações e muitos outros.

3. Mais de 60% dos bitcoins são minerados por 5 entidades

Segundo o protocolo do Bitcoin, cada minerador pode competir pela desencriptação de um bloco de transações na rede e, em troca, receber 12,5 bitcoins. Logo, isso nos leva a algumas constatações:

  1. Se alguém tiver um poder de mineração muito superior aos demais, provavelmente vai receber mais recompensas que todos;
  2. Somente um player pode vencer a competição a cada bloco;
  3. Quanto menos capacidade de processamento você tem, menor sua probabilidade de vencer o desafio e maior o tempo de espera até você ser remunerado alguma vez, podendo levar anos.

Então, como as pessoas afirmam lucrar com mineração, se a probabilidade de minerar um bloco é ínfima?

A resposta está no fato de que existem conglomerados de mineradores ao redor do mundo. Eles agem em conjunto e conseguem vencer mais desafios e distribuir os ganhos oriundos das recompensas através da rede. Atualmente, as maiores pools de mineração são: F2Pool, AntPool, BW.COM, BTCC Pool e ViaBTC.

Por isso, ao comprar um computador minerador, é muito mais difícil minerar sozinho do que fornecer sua capacidade de processamento a uma das grandes pools de mineração existentes no mundo, responsáveis por receber a maioria das recompensas pelos blocos e redistribuí-las proporcionalmente entre os mineradores da rede.

4. Não temos ideia de quantos computadores mineradores existem

Falando em mineração, graças a esses conglomerados mineradores que recebem as recompensas em um nó único e redistribuem em suas redes particulares, fica impossível calcular a quantidade de mineradores que a rede possui.

Isso porque, para entender o tamanho desse número, seria preciso que cada uma dessas entidades — que ficam espalhadas pelo mundo — fornecesse essa informação. Evidentemente, isso não acontece. A razão? Tanto para manter a privacidade, quanto para proteger os negócios dos envolvidos.

5. Mais da metade de todos os bitcoins nunca foram gastos

Sim, cerca de 60% de todos os bitcoins gerados permanecem em suas carteiras iniciais desde que foram minerados. Esse fato, em termos práticos, não fornece muita informação sobre a razão desse dinheiro nunca ter sido gasto.

Aparentemente, existe uma tendência, comum entre os mineradores, de poupá-lo. Isso pode ser um indicativo de que o mercado acredita que o valor futuro do bitcoin será muito mais vantajoso que o atual.

6. Bancos escondem o Bitcoin, mas mas amam o Blockchain

Com a descoberta da utilidade do blockchain pelo ecossistema de negócios, esse termo passou a fazer sucesso entre startups e setores de inovação das corporações.

À primeira impressão, a tecnologia blockchain pode realmente ser muito útil como um banco de dados ultraseguro e privativo, com a vantagem de resolver o problema do gasto duplo. Logo, seria uma grande ferramenta para bancos e cartórios.

Entretanto, um dilema estratégico aparece nessa história:

  • Um blockchain privado, criado para guarnecer dados de uma instituição apenas, ficaria muito suscetível a ataques de 51%. Logo, os únicos blockchains utilizáveis são os públicos — sendo o do Bitcoin o maior e mais bem testado hoje;

Por isso, cada vez mais, há grandes empresas tentando incentivar negócios em blockchain que não envolvam a rede bitcoin, sem muito sucesso.

7. Verdadeiras fortunas em bitcoins já foram acidentalmente para o lixo

Para uma pessoa normal que passa a usar bitcoins, esse ato traz consigo a responsabilidade por cuidar da segurança do próprio dinheiro.

As carteiras bitcoin, bem como suas chaves criptográficas, ficam armazenadas em arquivos locais na maioria das vezes: dentro de um HD pessoal do computador ou celular do usuário. Dessa forma, usuários de criptomoedas precisam estar muito atentos à segurança desses dados, pois eles representam valores em dinheiro.

Mas nem sempre a devida atenção é dada e, frequentemente, há casos de pessoas que acidentalmente formatam o computador sem antes fazer o backup de suas carteiras. Ou familiares que presenteiam os filhos e sobrinhos com computadores novos e jogam o antigo fora sem avisar.

8. Verdadeiras fortunas também foram geradas de investimentos baixíssimos

Paralelamente, se há pessoas que perdem muito dinheiro acidentalmente, com várias outras ocorreu exatamente o contrário. Bitcoins comprados em seus primeiros anos — quando ele poderia valer menos de US$ 1 — em valores presentes facilmente se tornam milhares, talvez milhões.

É o caso, por exemplo, de Kristoffer Koch, um norueguês que comprou em 2009 cerca de 5 mil bitcoins, a um preço equivalente a R$ 66. Depois de um tempo, Kristoffer parou de acompanhar as novidades sobre o bitcoin. Em meados de 2015, quando descobriu a cotação da moeda naquele momento, imediatamente Koch constatou que esse investimento havia se multiplicado quase 130 mil vezes, sagrando-o um milionário que não sabia da própria fortuna.

E você? Sabia dessas curiosidades e sabe tudo sobre Bitcoin? Está interessado em investir e, talvez, fazer fortuna com a sua valorização? Entre em contato conosco agora mesmo!