Uma iniciativa da Foxbit repercutiu na mídia nesta semana. O jornal Valor Econômico publicou uma matéria explicando uma das ações da empresa para fomentar os investimentos em startups.

A ideia é que seja uma plataforma para negociação de ações de startups, para criar um mercado secundário. A parceria é com a Kria, site de captação de investimentos para organizar “crowdfundings”, ou “vaquinha” virtual.

Na prática, a ideia é de um retorno mais rápido do que um investidor anjo teria, por exemplo. Assim, quem investiu em startups por meio da plataforma da Kria, adquirindo uma participação na empresa em questão, poderá revender esses papéis. A variação nos preços dos ativos se dá conforme oferta e demanda. Seria uma espécie de “bolsa” de startups.

A base para que tudo aconteça é a tecnologia do blockchain, de forma que as transações realizadas têm o seu registro imutável e público na rede, feito de maneira informal, descentralizada e organizado pelas próprias partes interessadas. A validação se dá pelo preceito do smart contract: autoexecução após o acordo de todos os envolvidos.

Afinal, o que é um smart contract? Entenda a tecnologia

Com mais detalhes, a matéria do Valor Econômico explica que, quando é feito o crowdfunding, existe um contrato de investimento organizado por um escritório de advogados e assinado pela empresa. Nele, há o valor de cada título e a quem foi vendido. Quando a pessoa revende o título, precisa comunicar à Kria, para atualização do cadastro e repasse à companhia.

Uma das mudanças da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no ano passado viabilizou esse cenário. A entidade regulamentou os crowdfundings, permitindo que empresas com faturamento anual de até R$ 10 milhões realizem ofertas por meio de financiamento coletivo na internet. O intuito ainda é flexibilização das regras da CVM, uma vez que existem restrições para que outras instituições além da B3 (bolsa de valores) listem ativos para negociação.

Uma das preocupações para a criação de um mercado secundário que exerça essa função de “bolsa” é com prevenção de manipulação do mercado e integridade das negociações. A regulamentação atual impostas pela B3 são rígidas e que demandam investimentos altos demais para que as startups consigam cumprir. São empresas de pequeno porte e que buscam um espaço que ainda não têm.

A declaração ao Valor de Natália Garcia, sócia e diretora jurídica da Foxbit, foi de que “a nossa briga com a CVM, daqui pra frente, vai ser tentar uma regulação mais ‘light’ em termos de bolsa. Você não pode aplicar a mesma regulação dos ativos normais, de renda variável, a ativos virtuais, é preciso uma regulação especial”.

Veja a notícia completa do Valor Econômico, da jornalista Nathalia Larghi, neste link.

Mayra Siqueira

Editora do Cointimes. Jornalista, com trabalhos em rádio, TV e internet. Atuo na produção de conteúdo da Foxbit, e tenho interesse em passar o máximo de conhecimento para que mais pessoas busquem, atinjam a liberdade financeira e mergulhem no empreendedorismo.